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Fantasporto 2012, Dia 8 – “The Slut”, “Lobos De Arga” e “The Bunny Game.

em: 2012/03/07 | por: | em: Cinema, Crítica, Fantasporto | 1 comentário em Fantasporto 2012, Dia 8 – “The Slut”, “Lobos De Arga” e “The Bunny Game. | lido: 2.633 vezes

Ao oitavo dia de Fantasporto, a minha atenção repartiu-se pelos três filmes da noite, “The Slut“, “Lobos De Arga” e “The Bunny Game“, de géneros muito diferentes e que resultaram em emoções também bastante dispares.

Numa tradução à letra, “The Slut” chamar-se-ia em português qualquer coisa como “A Badalhoca”, mas no essencial é bastante mais do que apenas isso. Tamar é uma mulher de 35 anos que vive com as duas filhas e tem um grande apetite sexual, entregando-se a praticamente todos os homens da aldeia. Shai é um jovem veterinário que, chegando à aldeia, se apaixona por Tamar e passa a fazer parte da familia. Mas o apetite de Tamar é demasiado grande para um homem só.

Com esta premissa simples, a realizadora, argumentista e actriz principal Hagar Ben-Asher consegue um filme envolvente através do ritmo lento imposto à narrativa e a uma câmara mais distante que imposta, pondo-se do lado do espectador no papel de mirone. Apesar de não haver grandes surpresas a nível de argumento, a realizadora consegue manter uma aura de mistério até ao final, embora o twist fosse espectável.

Tecnicamente, e sendo um filme Israelita, há uma crueza nas imagens que as torna mais realistas e próximas do espectador devido ao ponto de vista subjectivo, como se a narrativa se desenvolvesse como um documentário. Esse, a par com as interpretações (especialmente a de Ben-Asher e de Ishai Golan), é o grande atractivo deste filme.

Resumindo, “The Slut” resulta num filme interessante de uma filmografia a que raramente temos acesso e que, não nos trazendo nada de novo a nível de argumento, consegue seduzir pela sua crueza e realismo. Hagar Ben-Asher passa a ser um nome a seguir.

Classificação: 3.5/5

Ficou bem claro desde cedo que este “Lobos De Arga” seria o grande concorrente de “Juan De Los Muertos” na conquista de alguns prémios, mas o fascínio por Cuba acabou por levar a melhor no palmarés do Festival. No entanto, esta comédia bestial (nos dois sentidos), não é inferior ao filme cubano e acaba até por ter momentos de humor mais bem conseguidos.

Tomas é um escritor mal-sucedido que, após 15 anos, regressa à sua aldeia na Galiza para receber um prémio. Mas a verdadeira razão porque lá está, é para os aldeões porem fim a uma maldição familiar que assombrou a aldeia nos últimos 100 anos.

O realizador Juan Martínez Moreno (que esteve no Fantas a apresentar o filme) consegue aqui uma deliciosa comédia de horror que dispara em todos os sentidos. Não se trata apenas de revelar diferenças culturais entre a vida na cidade e a do campo (embora seja por aí que o filme começa por arrancar gargalhadas), ou de colocar personagens fora do seu contexto e compreensão, nem mesmo de explorar a comicidade ternurenta de um cão (que arranca a maior gargalhada do filme numa cena que envolve um dedo cortado). Em “Lobos De Arga” tudo serve para fazer humor, incluindo as limitações técnicas do filme (estes não serão os lobisomens mais credíveis do cinema, mas até isso funciona a favor do resultado final).

Mas é sobretudo a nível de caracterização de personagens e diálogos que o filme funciona de forma exemplar. O trio de protagonistas (o escritor, o seu editor e um amigo de infância) é convincente na sua patetice e no seu desespero em lidar com uma situação desesperada, sendo que as suas soluções idiotas se revelam tão hilariantes como ineficazes, o que faz avançar a narrativa sem dar descanso ao espectador (aqui ganha mesmo a “Juan De Los Muertos”).

A direcção artística é exemplar e resulta muito bem na criação de momentos tensos, principalmente nas sequências dos túneis ou da igreja. A fotografia é objectiva sem ser deslumbrante, jogando também a favor do humor e da tensão sem se dispersar a contemplar a paisagem.

Com uma realização segura e honesta, sem perder de vista os objectivos do filme, Moreno consegue com mestria equilibrar todos os elementos díspares do filme, construindo uma narrativa sólida e envolvente, com um humor que não dá tréguas, reutilizando muito bem todos os clichés do género, parodiando-os sem os imitar e dando a satisfação de conseguir aqui um filme que cheira a fresco sem se distanciar das suas referências populares.

Concluindo, “lobos De Arga” é divertimento puro, que dá a sensação de não se levar a sério na séria arte de fazer rir, conseguindo todos os seus propósitos e dando ao espectador uma barrigada de riso, pontuada com momentos tensos e de puro gore, com uma galeria de personagens convincente que parece ao espectador conhecê-los desde sempre. Um filme a não perder se for fã do género.

Classificação: 4.5/5

Ao final da noite veio o filme mais falhado que vi em muito. muito tempo. “The Bunny Game” vinha rotulado como filme choque (o “A Serbian Film” da presente edição do festival, se quiserem), mas mais não consegue do que entediar o espectador numa sequência de situações tão vazias quanto pretensiosas e, a última coisa que se quer num filme deste género, involuntariamente cómicas.

Uma prostituta de rua, à procura do seu próximo serviço, apanha boleia de um camionista que a vai colocar em situações desesperantes e numa luta pela sobrevivência.

Esta é a sinopse do filme, que nunca consegue prender o espectador e pô-lo do lado de Bunny nessa luta pela sobrevivência. Tudo é vazio e mal encenado, e os abusos de que a protagonista é vítima nunca vão muito além de lambidelas e um arrancar de roupa com uma lâmina de 4 ou 5 centímetros. Ok, há também a marcação da carne com um ferro em brasa, mas numa altura do filme em que o espectador já perdeu o interesse e só pensa em quanto tempo faltará para terminar o martírio.

Tecnicamente o filme ainda é mais vazio e pretensioso, com uma fotografia a preto e branco esquizofrénica e uma banda sonora que parece ter sido captada numa sessão de “Eraserhead“, que provocam no espectador nada mais do que um longo bocejo. Dois actores que mais não fazem do que gritar (ela) e grunhir (ele), sem se preocuparem em construir personagens com que o público se identifique. Uma cena de sexo oral forçado e explicito no inicio não chega nem para chocar nem para simpatizar com a protagonista. É pouco e inconsequente.

Resumindo e concluindo, “The Bunny Game” é nulo a todos os níveis, quer seja cinematográfico ou na tentativa de chocar o espectador. É um longo aborrecimento de 76 minutos, cujo objectivo é tão incompreensível que nos faz pensar que nestes tempos de crise ainda há quem atire dinheiro ao lixo produzindo objectos tão estúpidos como este. Tive muitas saudades de “A Serbian Film”.

Classificação: 0/5

Vejam o trailer abaixo e tentem imaginar isto, e nada mais do que isto, durante 76 minutos. Para esquecer.

{ 1 Comentário… leia mais abaixo ou adicione um }

FilmPuff Março 8, 2012 às 12:30

Já tinha lido algumas críticas ao Bunny Game por esse mundo fora e a maioria punha-o na rua da amargura. Muito, muito mau. Entretanto, fiquei com um bichinho para ver os Lobos de Arga. Não têm existido assim tão boas comédias ultimamente. E cenas que dão para rir involuntariamente não contam!

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