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Fantasporto 2013 – Dias 8 e 9.

em: 2013/03/07 | por: | em: Cinema, Crítica, Fantasporto | 2 comentários em Fantasporto 2013 – Dias 8 e 9. | lido: 8.817 vezes

Ao 8º dia de Fantas, apenas tive oportunidade de ver um filme, devido ao cansaço e à longa duração de “Ace Attorney“. Assim sendo, o filme do dia foi “The Weight“, de Jeon Kyu-Hwan, um filme sul-coreano que, espantosamente, não é sobre vingança.

Inserido na secção competitiva da Semana dos Realizadores, o filme conta a estória de dois irmãos desajustados e excluídos da sociedade. Ele, adoptado na infância e com defeitos físicos evidentes, trabalha na morgue e cultiva o afastamento com a sociedade, dividindo o tempo com a irmã, a empregada da limpeza, os paramédicos de serviço e os seus hobbies da pintura e fotografia. Ela, uma transsexual insatisfeita, revoltada e deprimida pela falta de capacidade financeira que lhe permitirá fazer a derradeira operação que a tornará mulher. E é à volta destas duas realidades que o filme se movimenta, apesar de se focar momentaneamente na daqueles que chegam à morgue com os pés para a frente. Durante grande parte do filme tudo isto é bem balanceado, conseguindo o realizador e argumentista criar um mosaico interessante de frustrações e algum optimismo, mas a partir de determinada altura a narrativa começa a tornar-se redundante e a adição de cenas que nada acrescentam à estória (problema recorrente no cinema coreano) torna-se cansativa e acaba por abandonar o espectador com o sentimento de que com menos meia hora seria um filme muito superior. Destaque para a fotografia, banda sonora e interpretações.

Classificação: 3.5/5

O primeiro filme da sessão da noite de terça-feira foi “The Deep Blue Sea“, de Terence Davies, inserido também na secção competitiva da Semana dos Realizadores.

Uma mulher insatisfeita com a vida troca o marido juiz por um jovem piloto da força aérea, na sociedade inglesa dos anos 50. O filme é uma narrativa tão linear quanto isto, confiando aos actores a árdua tarefa de transformar a banalidade da estória em algo mais, que nunca se chega a saber bem o que é. A ideia que fica é que, sendo baseado numa peça de Terence Rattigan, o filme deve funcionar muito melhor nesse formato, apesar da fotografia ser um dos seus pontos fortes (mas que os espectadores não puderam aproveitar condignamente nesta sessão, por razões técnicas). Rachel Weisz tem aqui uma boa interpretação, mas que não chega para dar ao filme alguma profundidade e interesse.

Classificação: 2/5

Por último, na sessão das 23h00, um filme inserido na secção competitiva de Cinema Fantástico, “Thale“, de Aleksander Nordaas, apresentado ao público pela belíssima actriz Silje Reinåmo.

Com inspiração no folclore norueguês, dois empregados de limpeza descobrem Thale numa cave e, enquanto tentam perceber quem ou o quê ela é, terão de lutar pela sua sobrevivência. O filme começa num ritmo interessante, e desde cedo se nota a sua intenção estética de fazer um filme que sobressaia, no panorama do cinema do género, europeu e de baixo orçamento. Com uma fotografia excelente e um ritmo pausado e contemplativo, é no argumento que “Thale” tem as suas maiores falhas, não conseguindo nunca fazer a ponte entre o visual apelativo e a estória, tão fraca quanto inconsequente. Onde poderia tirar mais partido seria na exploração das criaturas, mas o resultado são imagens de um CGI muito pobre sem grande contexto, que acabam por contrastar negativamente com a riqueza estética do resto do filme. É por essa estética bem conseguida que o filme acaba por não ser um fracasso, com uma realização que consegue extrair algo de uma base tão pobre, e uma interpretação segura de Reinåmo, que lhe confere muita beleza e algum mistério.

Classificação: 3/5

Podem consultar a programação do festival aqui: Grande auditório / Pequeno auditório.

{ 1 Comentário… leia mais abaixo ou adicione um }

Laila Março 11, 2013 às 16:44

Eu assisti thale esses dias e para mim, uma das coisas que mais me incomodou foram os diálogos longos. Chegou num ponto que ninguém mais tinha fala, e aí a câmera/cena mudava, mas de um modo geral, eu gostei bastante.

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