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Fantasporto 2020 – Dias 1 a 3 de Março.

em: 2020/02/17 | por: | em: Cinema, Crítica, Fantasporto | Sem comentários em Fantasporto 2020 – Dias 1 a 3 de Março. | lido: 1.807 vezes

Fantasporto 2020 - banner

Continuamos a percorrer a programação e a mostrar-vos os posters, trailers e sinopses dos filmes da 40ª edição do Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto, a decorrer de 25 de Fevereiro a 8 de Março no Rivoli – Teatro Municipal. Desta vez serão as sessões dos dias 1 a 3 de Março no grande auditório. Volto a deixar-vos os links para o programa oficial no Issuu, da página de facebook do festival e do calendário com toda a programação, dos nossos amigos do Um Dia Fui Ao Cinema. Depois das sessões, também poderão ver aqui a nossa apreciação e classificação a todos os filmes.

DOMINGO, 1 DE MARÇO

14:30 – “Infection

Infection - Poster

Flavio Pedota – 97’ (Mex) CF – Fantástico- v.o. leg. Ingl e port.

Na Venezuela, uma estranha epidemia está a alastrar. Os média começam a transmitir notícias alarmantes. Ninguém está a salvo. A epidemia está a ser tomada como um ataque deliberado com intenções políticas. Trata-se de uma patologia nova sem tratamento. A televisão anuncia “ A revolução continua, juntos venceremos”. Este filme, disfarçado de filme de zombies, é uma metáfora para os recentes problemas na Venezuela. E que se alastram aos países vizinhos.

Apreciação: Infection” é um filme de zombies que pega na lista de características do género e põe um visto em todas. Mas só. Não há aqui qualquer tentativa de ser original, de introduzir algum elemento estranho que lhe dê alguma personalidade, nada. É competente naquilo que se propõe fazer, um filme de zombies igual a tantos outros. O Fantas já teve filmes deste género que o abanaram, como “La Horde“, “I Am Hero” ou o premiado “Les Affamés” (só para me reportar aos quase 11 anos de vida deste blog e não aos 28 que trago de festival). Pedota, apesar da competência, não tem aspirações a fazer mais do que um produto eficaz q.b., mas perfeitamente descartável.

Classificação: ★★½★★

16:30 – “Precarious

Precarious - Poster

Weston Terray – 106’ (EUA) – fantástico- CF- v.o. leg. port.

Henry viaja para satisfazer um pedido do pai que é coleccionador de pedras. A sua tarefa cedo se torna num pesadelo e uma aventura ao chamar a atenção de uma herdeira rica e de um repórter ambicioso. Uma fábula passada nuns anos 60 imaginados, construída como um conto de fadas pouco rosa. Uma original segunda longa-metragem do realizador.

Apreciação: Aquilo que fica de “Precarious” é uma enorme sensação de desperdício. Terray desbarata bons meios de produção e competências técnicas e artísticas, para desenvolver uma narrativa fragmentada, quase episódica, que promete muito a cada cena, mas que acaba para não ir a lado nenhum. É dificil encontrar aqui uma estória com principio, meio e fim. Se existe, Terray guardou-a para si. Recomendado apenas para quem gosta de fitas enigmáticas e de preencher espaços em branco (fãs de David Lynch, portanto). Eu, já não tenho idade nem paciência para completar o trabalho dos outros.

Classificação: ★★★★★

18:45 – “Una Chica Invisible

Una Chica Invisible - Poster

Francisco Bendomir – 80’ (Argentina) – comédia- PREMIÈRE INTERNACIONAL- v.o. leg.ingl e port.

Um ex-namorado pede a um hacker que instale câmaras no apartamento da mulher de modo a saber se ela tem um substituto dele. Mas o que se se segue não é de todo o que ele espera. Um sinal da vitalidade do cinema argentino, cheio de momentos inesperados e personagens cativantes.

Apreciação: Precisávamos de um filme argentino para salvar a tarde e ele chegou. Sou fã da cinematografia argentina e acho que nunca lhe vi um filme mau. De certeza que eles existem, mas não ultrapassam as fronteiras. “Una Chica Invisible” é uma divertida comédia sobre temas muito sérios, mas tratados com honestidade e segurança. Há um excelente equilibrio (aparentemente) natural entre o peso das situações retratadas e a forma como elas nos são servidos. Tudo aqui é de um extremo bom gosto: a fotografia, a direcção artística, as interpretações, a realização. E é tão bem conseguido que ficamos com pena de não ter mais uns 20 minutinhos…

Classificação: ★★★★

21:00 – “Fallen

Fallen - Poster

Lee Jung-Sub – 124’ (Coreia do Sul) –fantástico, ficção científica – CF – CENAS EVENT CHOCANTES- v.o. leg. Ingl e port.

Uma escritora famosa em todo o mundo é raptada num bar e levada, inconsciente. Quando acorda num armazém, tem fita na boca e no corpo a palavra “Fallen” escrita. O cinema coreano no seu melhor. Primeira longa-metragem do realizador.

Apreciação: Outra cinematografia que me é cara é a sul-coreana. Geralmente, a selecção que costumam mandar ao Fantas é muito boa, mas… no melhor pano cai a nódoa. “Fallen” tinha tudo para ser um excelente filme, com um argumento complexo e intrigante de ficção-ciêntifica. O problema é a sua concretização. Quando se aborda o género sabe-se que ele geralmente implica um complexo trabalho visual, principalmente com os temas aqui abordados. A razão porque Lee se espalha ao comprido é porque em vez de nos mostrar a ciência, põe muitos personagens em conversas infindáveis a explicar tudo o que se passa em vez de nos mostrar. Isto resulta em cenas de exposição extensas e chatas, intermediadas pos curtos momentos de acção fora das salas de reuniões e armazéns, que não são suficiente para manter o interesse do espectador. À saída, nas conversas de ocasião depois dos filmes, diziam-me que faltou orçamento para concretizar melhor as idéias propostas. Não é desculpa. Não tinha orçamento, não fazia. Ou editava em livro. Contratarem actores para o lerem em frente às cãmaras é que não faz sentido. Quando Tarantino não conseguiu orçamento para filmar os primeiros guiões que escreveu, vendeu-os a quem conseguia, foi amealhando e escreveu um filme barato, “Cães Danados“, que já põde realizar. O resto é história. Há aqui bons elementos, mas que resultam num filme extenso, desapontante e sobretudo chato. E é pena.

Classificação: ★★★★★

23:15 – “Bullets of Justice

Bullets of Justice - Poster

Valeri Milev – 76’ (Casaquistão/Bulgária) – CENAS EVENT CHOCANTES – acção, ficção-científica- CF- v.o., falado inglês, leg. port.

Durante a Terceira Guerra Mundial, os americanos iniciam um projecto secreto para criar um super-soldado combinando humanos com porcos. 25 anos mais tarde, uma raça chamada Muzzies ocupa o topo da cadeia alimentar. Um dos filmes mais criativos e surpreendentes deste ano, também capaz de o chocar.

Apreciação: Já sabíamos o que esperar e não desapontou. “Bullets Of Justice” é o tipo de filme que os fãs hardcore do Fantas adoram. Violência, sexo, gore, idéias que não lembram a ninguém e… Cristiano Ronaldo. Foi o delírio. Um série Z que não pretende ser mais do que isso, e que faz das suas fraquezas forças. Milev percebe que quanto mais fora da caixa são as ideias, demasiados meios de produção as estragam. Portanto, se temos meios limitados é só aumentar a criatividade, o mau gosto (de que tanta gente gosta), a escatologia e o sexo hardcore e fazer com que essa limitação seja mais uma piada no meio de tantas. E resulta. Se ficará ou não na história só o futuro de Milev o dirá. O “Braindead” ficou.

Classificação: ★★★★

SEGUNDA, 2 DE MARÇO

16:30 – S.O. COMPETITIVA CINEMA FANTÁSTICO / FANTASY SHORTS

v.o., falados ou leg.inglês
(A ordem de exibição dos filmes pode não ser a abaixo referida)

I Have No Home“- Volodymyr Vlasenko – 3’ (Ucrânia)
Um rapazinho anda pela floresta com criaturas fantásticas.

Classificação: ★★★½

Facelift” – Jan Riesenbeck, Dennis Stein-Schomburg – 6’ 46’’ (Alem)
Quem somos? O nosso rosto que muda ou algo mais profundo?

Classificação: ★★★★

Lady Isobel and the Elf Knight” – Cashell Horgan – 8’ (Irlanda)
Uma história de magia nas florestas irlandesas. Do realizador do multipremiado “The Clockmaker’s Dream”, com a voz de Skye Edwards (Morcheeba).

Classificação: ★★½★★

Giltrude’s Dwelling” – Jeremy Lutter – 14’ 27’’ (Canadá)
Uma menina vive com os pais numa mansão que muda de lugar todas as noites. Do realizador de “The Hollow Child”.

Classificação: ★★★½

Epilogue” – Mehdi Azari – 10’ (Irão)
Os homens entregam livros em troca de comida. O que se passa por detrás daquele postigo?

Classificação: ★★★½

Hurlevent” – Fréderic Doazan – 6’ 25’’ (Fra)
As letras de um livro, a caligrafia e o vento. A Torre de Babel da humanidade e as suas lutas.

Classificação: ★★★★½

Metamorphosis” – Carla Pereira, Juan Fran Jacinto – 10’35’’ (Esp/Fra)
Um homem que vive rodeado de taxidermia, tem pensamentos suicidas.

Classificação: ★★½★★

Pulsion” – Pedro Casavecchia – 6’ 54’ (Arg/Fra)
Que faz a pobreza aos homens? Um rapaz que vive na maior miséria só pode matar.

Classificação: ★★★★

El Gran Corelli” – Abel Carbajal – 7’42’’ (Esp)
O grande mágico Corelli falha sempre o truque.

Classificação: ★★★★

Kobudai” – India Casson – 15’50’’ (GB)
As ruidas procuram agradar ao homem da montanha.

Classificação: ★★★★★

Breaking and Entering /Moros en la Costa” – Damiá Serra Cauchetiez – 16’50 (Esp)
O encontro amoroso entre um muçulmano e um jovem na casa deste, torna-se num pesadelo.

Classificação: ★★★★

19:00 – “Exile

Exile - Poster

Vassilis Mazomenos – 110’ (Grécia) – drama – SR – v.o. leg. Ingl e port.

Um homem é recolhido de um barco à deriva. A partir daí, conhece a sorte dos que não existem. Sem papéis, vai para uma casa onde é maltratado e abusado. Entre a verdade e a mentira, o onírico e o real, o homem sem identidade permanece uma marioneta à mercê dos outros. O realizador já foi homenageado no Fantasporto.

Apreciação: Não esperava muito deste regresso de Vassilis Mazomenos ao Fantas, mas as surpresas vêm de onde menos se espera. “Exile” começa por ser visualmente estranho, estilizado, uma sucessão de planos fixos (não há um único movimento de câmara em todo o filme), nos quais se encenam vários ‘quadros’, uns mais estranhos que outros. A virtude (e dificuldade) disto é que começamos a prestar atenção ao posicionamento da própria câmara e à direcção artistica. Apesar da câmara estar parada, a acção é fluída, por conta da cenografia que permite diferentes profundidades de acção e pela escolha do próprio enquadramento. A dada altura começamos a perceber a riqueza do suposto minimalismo nas imagens de Mazomenos. E depois vêm as idéias. Antes do filme, o realizador explicou que se trata de uma Grécia pós-crise, com a entrada de refugiados e a saída dos gregos, tornando-se eles próprios refugiados, até no próprio país. Com esta ideia em mente, somos levados a confrontá-la com a narrativa e a tentar perceber as nuances e subtilezas que fazem o paralelísmo das situações apresentadas com a idéia base. É aqui que percebemos que Mazomenos é um pensador, e que a sua forma de filmar enaltece ao mesmo tempo que encobre o seu conteúdo, revelando no momento exacto. Um filme que foi crescendo em mim após o seu visionamento.

Classificação: ★★★★½

21:15 – “Untrue

Untrue - Poster

Sigrid Andrea Bernardo- 105’ (Filipinas)- fantástico- CF- v.o. leg. Ingl e port.

Uma mulher abusada chamada Mara procura a ajuda da polícia georgiana para a ajudar a lidar com o marido. Uma história em que o que a verdade está entre o que ele diz e o que ela diz, revelando a verdade segredos obscuros do passado. Quem tem razão?

Apreciação: Mais uma surpresa filipina, contrariando a noção que tinha de que a sua filmografia se centrava apenas nos bairros de lata e nas famílias e crianças pobres que têm de recorrer ao crime. Pela segunda vez nesta edição do Fantas, temos um filme filipino que está muito longe disso. Apesar do que diz o programa, tenho problemas em considerar este um filme fantástico. Para mim pareceu-me apenas um thriller, bem executado, com uma narrativa fragmentada, intrigante até ao final e com alguns twists bem executados. No entanto, talvez se tenha exagerado um pouco na fragmentação da estória, nos diversos olhares diferentes sobre um mesmo acontecimento, o que tornou a leitura do filme um pouco mais confusa do que seria necessário. Tem uma excelente fotografia, é muito bem interpretado, mas o ritmo narrativo (por causa da tal fragmentação) podia ser mais apurado.

Classificação: ★★★½

23:15 – “The Soul Conductor

The Soul Conductor - Poster

Ilya Maximov – 90’- (Russia) – horror sobrenatural – CF- v.o. leg. Ingl e port.

Rodeada de fantasmas a vida toda, Katya anda à procura da sua irmã gémea, Larissa, que desapareceu. Mas parece não ter ajuda de ninguém da aldeia, nem da própria polícia. Afinal, não foi só a irmã que desapareceu, foram mais pessoas. O segredo começa a revelar-se. O filme é distribuído pela Fox.

Apreciação: Mais uma vez, tenho problemas em classificar isto como horror sobrenatural, parecendo-me mais um thriller do que um filme de terror. “The Soul Conductor” é, portanto, um competente thriller sobrenatural, que peca por ser um pouco sobrenatural demais. Alguns desses elementos estão lá para produzir um efeito dramático no final, ou mais um, uma vez que a conclusão do thriller é também ela dramática. Isso faria com que o filme fosse menos confuso a espaços, deixando o espectador absorver melhor a sua estória principal em vez de estar a tentar juntar peças de uma estória secundária. Fora isso, é um filme bastante competente e interessante, com uma realização eficaz e excelentes interpretações e efeitos especiais.

Classificação: ★★★½

TERÇA, 3 DE MARÇO

17:00 – “Dead Dicks

Dead Dicks - Poster

Chris Bavota, Lee Paula Springer – 83’ (Can)- -fantástico- CF- v.o. leg. port.

Depois de receber uma chamada do irmão Ritchie que tem tendências suicidas, Rebecca encontra-o no apartamento bem de saúde mas rodeado de mortos iguais a ele. Um dos mais originais filmes dos últimos tempos, onde o fantástico se cruza com uma história dramática e terna entre irmãos, não muito longe dos filmes de David Lynch. Selecção do Fantasia festival (Montreal).

Apreciação: “Dead Dicks” tinha tudo para ser um bom filme de género, não fosse um pequeno probleminha (que não me canso de apontar): a valta de verosimilhança (que, para quem não sabe, é a qualidade de algo que não sendo verdade, parece). E é esse o principal problema a apontar a este filme. Só para dar um exemplo: na primeira cena assistimos a um suicidio por asfixia com um saco de plástico. Ora, não é preciso ser um expert em psicologia e condição humana para saber que é impossível alguém suicidar-se por este método. Além do nosso instinto de sobrevivência, a própria anatomia não o permite. E quando aquilo que seria verdade não o parece, torna-se muito mais díficil acreditar que aquilo que sabemos não ser o parece. Depois há um problema com o ritmo narrativo, com algumas partes a serem exageradamente morosas, tornando-o desiquilibrado e mais exigente do que deveria ser. E é uma pena porque a estória é original e irreverente, bem interpretada e com bons efeitos e momentos de humor. Tivesse um argumento mais cuidado e estaria aqui o potencial vencedor deste ano.

Classificação: ★★

19:00 – “Koko-Di Koko-Da

Koko-Di Koko-Da - Poster

Johannes Nyholm – 86’ (Suécia/Dinamarca) – CF – horror – v.o. leg. Ingl. e port.

Um casal que procura reencontrar-se, é aterrorizado quando vai acampar, por um grupo estranho liderado por um mestre de cerimónias. Quem pode vencer o círculo infernal? Selecção dos festivais de Sundance, Roterdão, Seattle, entre outros.

Apreciação: Sinceramente nem sei o que diga sobre isto. A única coisa positiva são os valores de produção, tudo o resto é um completo disparate. Ou talvez não, e é aí que está a dificuldade em criticar “Koko-Di Koko-Da“. A base do filme parece ser uma lenga-lenga infantil, que não conhecemos nem nos é explicada, mas que surge durante todo o filme. E parece haver uma lenda ou conto folk regional que lhe serve de base, do qual também nada sabemos. Mas isso não interessa nada quando aquilo que nos é apresentado é uma narrativa (excessivamente) fragmentada, errática, mesmo na técnica (não se percebe a pertinência das cenas de animação rude e pouco apelativa), repetitiva e enigmática. Poderiamos dizer que é um filme poético, mas a poesia só é interessante quando nos transmite algum tipo de sentimento. Ou, pelo menos, um que não seja aborrecimento.

Classificação: ½★★★★

21:15 – “Valan – Valley of the Angels

Valan-Valley of the Angels - Poster

Béla Bagota – 113’ (Hun) – thriller – SR – v.o. leg. Ingl e port.

Peti, um policial, regressa à terra natal, Valan, à procura de descobrir o destino da irmã menor, de que nada soube durante 20 anos e cujo corpo parece ter finalmente aparecido na floresta Para além dos seus próprios demónios, Peti vai enfrentar o silêncio e o encobrimento de muitos crimes. Primeira longa-metragem do realizador que já trabalhou com Ridley Scott em “The Martian”.

Apreciação: “Valan” é um muito competente thriller policial, mas que não tem um pingo de originalidade. Já vimos o que aqui está dezenas de vezes, quer seja o tema, a ambiência, os truques do argumento, a caracterizição de personagens, etc. É mau? Não, é interessante de seguir, provoca emoções, é técnica e artísticamente competente, bem interpretado e tenso.  Mas, chegamos ao fim e ficamos com a sensação de que não precisávamos dele para nada. Apesar disso, foi o melhor filme do dia.

Classificação: ★★½

23:15 – “Ghostmaster

Ghostmaster - Poster

Paul Young – 91’ (Jap) – Fantasy comedy – CF – v.o. leg. ingl e port.

Uma equipa de filmagens em acção. O assistente de realização é constantemente humilhado por todos. Mas o que estes não sabem é que ele escreveu o argumento de um filme com forças maléficas. Muito humor, alguma influência da Manga japonesa.

Apreciação: Ao último filme do dia, esperávamos um típico filme fantas, um série Z irreverente e provocador, mas saiu-nos uma fantochada japonesa para adolescentes, com um humor básico e desinspirado, argumento e personagens estereotipados e desinteressantes (com muita carne para canhão), e muito pouca convicção. Os efeitos variam entre o aceitável e o mau. Neste tipo de filme não interessa muito que sejam bons, mas é preciso que o resto os consiga suportar, através da ironia e/ou cinismo, por exemplo. Não acontece, e o filme torna-se enfadonho e muito, muito longo. No mesmo género, já tivemos este ano o muito superior “Bullets Of Justice”.

Classificação: ★½

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