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“Flashpoint” – A Melhor Série Policial Da Actualidade?

em: 2009/07/12 | por: | em: Crítica, Televisão | 9 comentários em “Flashpoint” – A Melhor Série Policial Da Actualidade? | lido: 8.756 vezes

Provavelmente. E é fácil explicar porquê. Na maioria das séries policiais (se não na sua totalidade, “24” não conta devido ao formato e “The Wire” por ser de um canal privado) o objectivo reside em descobrir um criminoso, geralmente assassino, cujo crime é cometido no inicio de cada episódio (a única meia excepção é “Mentes Criminosas“, pois embora comece com um crime, o objectivo é evitar que o assassino reincida). Em “Flashpoint“, o objectivo não é desvendar a morte, é evitar que ela aconteça e ajudar aquelas pessoas, que estão apenas a ter um mau dia. E esse pequeno pormenor torna muito mais apelativa (do ponto de vista emocional) a série do que, por exemplo, qualquer variante de “C.S.I.” (com excepção do episódio duplo realizado por Quentin Tarantino, para o final da 5ª temporada da série original).

“Flashpoint” é uma série da Televisão Canadiana (CTV), feita em colaboração com a Americana CBS, para a sua época baixa. É uma espécie de série de 2ª categoria, uma vez que os objectivos das séries da mid-season é manter um número mínimo de espectadores fiéis, para assegurar um melhor arranque para as séries da temporada de Inverno. E “Flashpoint”, logo no inicio da sua 1ª temporada, não só teve  uma excelente média de espectadores na época baixa, como superou até algumas das séries da época alta. Com esse feito assegurou logo uma segunda temporada que, infelizmente,  começou de forma atabalhoada. Aliás, a 2ª temporada começou a ser exibida no inicio da temporada de Inverno, mantendo os espectadores que trazia, mas não cativando (devido à grande oferta do mesmo género, já com espectadores fiéis) nova audiência, ficando assim aquém da concorrência. Resultado disto, é o facto de, terminada a exibição da 2ª temporada (superior à 1ª em acção e dramatismo), ainda não se saber se será renovada para mais uma temporada. O que, não acontecendo, é uma pena!

A série é baseada em Casos Reais protagonizados pela Força de Intervenção de Emergência de Toronto (EMF – Emergency Task Force) e ampliados dramaticamente para a Unidade fictícia da série. As estórias são interessantíssimas, girando à volta da investigação dos envolvidos nos casos, suas histórias, motivações, pontos fracos, etc., no sentido de facilitar a negociação e libertar os reféns. E esta é a parte mais interessante e original da série, a negociação. Tudo é resolvido em clima de tensão entre o(s) criminoso(s) em potência e a Unidade de Resposta Estratégica (SRU – Strategic Response Unit), enquanto se colocam elementos da Unidade em pontos estratégicos e há que distrair e motivar o agressor a atingir o seu Flashpoint, o ponto de consciência, em que se faz a luz que leva a uma decisão, preferencialmente aquela que possibilita o desfecho desejado pelo negociador, ou seja, sem recurso à violência e sem vítimas, o que nem sempre é possível. É tudo feito como se de um jogo de Xadrez se tratasse, com o reconhecimento do tabuleiro, dos jogadores, da ameaça e das motivações, na tentativa de antecipar a jogada seguinte do adversário.

Criada por Mark Ellis e Stephanie Morgenstern, com excelentes interpretações de Hugh Dillon (também cantor e aqui no seu primeiro papel de relevo), Enrico Colantoni (“Veronica Mars” e “Just Shoot Me“), Amy Jo Johnson (também cantora, “Felicity” de J. J. Abrams) e David Paetkau (“AVPR: Aliens vs Predator – Requiem“), que lideram um sólido grupo de desconhecidos que dão verdadeiras lições de representação a muita estrela que por aí anda. O núcleo de membros da SRU é muito bem caracterizado, fazendo com que as suas maneiras de ser tenham também importância no desenrolar das negociações.

Apesar de ser uma série de baixo orçamento, isso não se nota nada, pelo contrário. Desde a direcção artística, com a criação de cenários realistas que vão desde bancos a barcos ancorados em marinas, a residências uni-familiares ou em perseguição por vários pontos da cidade de Toronto, à excelente fotografia, com múltiplas câmaras a mostrar o que se passa simultaneamente nos vários pontos do tabuleiro de jogo, à banda sonora tensa e inspirada. Tudo resulta nesta série, que apesar de ser policial (universo onde já existe muita e variada oferta), consegue ser intensa, emocionante e refrescante. Vejam uma pequena amostra abaixo e um interessante documentário sobre os bastidores da série e a força de intervenção que a inspirou, e digam de vossa justiça nos comentários, se for caso disso.

{ 9 Comentários… read them below or adicione um }

Alex Outubro 30, 2010 às 18:45

Olá, gostei mto do que li aqui, realmente a série é muito boa, comecei a assistir ha pouco tempo atras, estou na segunda temporada, os episodios soa de excelente qualidade e a série realmente traz uma grande emoção. Vi apenas um detalhe, vocês não atualizaram depois da segunda temporada, pois já há a terceira. Quando tiver novidade sobre a serie espero que possam me mandar no email, gosto mto de series policiais tipo flashpoint, sou fã deles já. Belo site.

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Pedro Afonso Outubro 30, 2010 às 19:22

Olá Alex, Obrigado pelo teu comentários e elogio.
Realmente não voltei a escrever sobre a série, mas acho que já tudo foi aqui dito. Não me interessa fazer o acompanhamento crítico de séries, até porque não faria outra coisa. O que me interessa é apresentar alternativas e dar relevo àquilo que o merece. “Flashpoint” merece-o e continua a ser recomendada aqui no site. O facto de continuarem a haver leitores que a descobrem através deste artigo é motivo de satisfação para mim. Tudo o mais que eu pudesse escrever seria redundante a partir daí. Mais uma vez, obrigado, e volta sempre.

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Fabiana Agosto 15, 2011 às 19:46

Olá Pedro Afonso, obrigada pelos comentários osbre a série Flashpoint, estava em dúvida se valia pena baixá-la, agora já me atiçou a curiosidade!!!
Abçs, precisamos de mais blogs como o seu!!

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Pedro Afonso Agosto 15, 2011 às 22:02

Obrigado eu pela visita e pelo elogio. Volta sempre…

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Daniela Outubro 14, 2011 às 20:47

Ola Pedro Afonso
Fiquei muito surpresa com as informaçoes que li aqui sobre a serie que ela é tipo uma serie de segunda categoria !!!!! Bom para mim que sou fanatica por series policiais ,assisto todas foi realmente uma grata surpresa quando comecei a assistir acho os enredos otimos os clima de equipe é absoluto sem contar no romance de Sam e Jules ai ai…perfeito!!!
Espero sempre encontrar informaçoes aqui e espero que todos os responsaveis por esta serie entendam o potencial dela e ampiem em episodios e temporadas.
Parabens pelo blog ,Abraços
Daniela

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Alex Novembro 12, 2011 às 20:47

Classifico como mediana essa série, e assim sendo, fica na segunda categoria mesmo. Clichês e situações forçadas tem ali de sobra. Uma boa idéia mal aproveitada geralmente dá nisso. Dá pra assistir, mas só como preliminar. Logo que retornamos nas de primeira linha, percebemos que ela tem cara de tampa buraco mesmo. Mas como algumas de primeira linha também decepcionam, então tá tudo certo.

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eliane Novembro 25, 2011 às 16:31

Concordo plenamente,acredito você destacou a série e não precisa mas nenhum comentário,
Ela pra mim é o máximo,adoro mas só que acompanha consegue ser fã .Pois a série envolve a vida dos policias, mas quem assistiu desde o inicio não consegue ficar sem acompanhar cada episodio. Mas concordo plenamente com você é a melhor série que existe

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Paula Dezembro 19, 2011 às 21:38

Otima serie eu nunca tinha ouvido falar ate que a 3 meses atras estava sem nada para assistir como amo serie policial resolvi dar uma olhado o 1 episodeo não gostei muito mas continuei ainda bem !!! Pois a serie é otima e para mim tambem é uma das melhores principalmente por que ela envolve bastante o psicologico as historia são bem emocionante geralmente eu choro!!!
obrigada por postar sobre esta serie a maioria nem conhece . Gente da pra ver online tambem tem site que coloca 4-5 dias depois da exibição nos EUA.
De novo obrigada Pedro Afonso!!!

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Pedro Afonso Dezembro 20, 2011 às 00:48

De nada, Paula. Foi um prazer…

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