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Oscars 2013 – Nomeado Para Curta de Animação 5/5 – “Paperman”.

em: 2013/02/14 | por: | em: Cinema, Crítica | Sem comentários em Oscars 2013 – Nomeado Para Curta de Animação 5/5 – “Paperman”. | lido: 2.417 vezes

Depois de “Fresh Guacamole”, “The Simpsons: The Longest Daycare”, “Head Over Heels” e “Adam and Dog“, trago-vos agora a quinta e última curta-metragem de animação nomeada ao Óscar. “Paperman” é o grande candidato à estatueta, não só por ser o mais visto dos cinco (foi exibido comercialmente em complemento a “Brave” e foi didisponibilizado pela Disney no seu canal do Youtube algumas semanas antes das votações), mas porque é o mais directo,  romantico e emotivo dos cinco candidatos.

Depois de um encontro fortuito com uma linda mulher durante a sua rotina matinal, um jovem solitário pensa que acabou de perder a chance de conhecer a mulher da sua vida. Quando a volta a ver pela janela de um arranha-céus em frente àquele onde trabalha, sabe que terá uma segunda chance de lhe chamar a atenção, munido da sua paixão, imaginação e… uma pilha de papel.

Com ténica mista entre a animação tradicional e a gerada por computador, “Paperman” é uma belissima fábula sobre o amor, a perseverança e o destino. John Kahrs, um animador da Pixar e da Disney, tem aqui a sua estreia na realização, plena de sentimento e fazendo uso de uma narrativa visual simples e directa.

E é isso que aqui faz a diferença: a narrativa. O seu trabalho em títulos como “Toy Story 2 – Em Busca de Woody“, “Monstros E Companhia” ou “Ratatui” certamente foram importantes na forma pragmática, eficaz e bela como Kahrs conta esta estória. Estruturado nos clássicos 3 actos, “Paperman”vai crescendo de ritmo e emoção, com uma banda sonora belíssima, que vai aparecendo tímida mas que acaba por dominar e influenciar positivamente o resultado final.

Visualmente a aposta é também ganha, pois o preto e branco pontuado pelo vermelho do baton camufla e dissolve bem as duas técnicas que, complementando-se, criam uma profundidade, envolvencia e beleza exemplares. O facto de não ter diálogos torna-o mais directo e liga-o directamente ao tema universal que propõe.

Resumindo, dificilmente o Óscar escapará a Kahrs, pela qualidade do filme, pela visibilidade que a máquina da Disney lhe proporcionou, mas principalmente por aliar a uma técnica irrepreensivel, um tema e mensagem com que qualquer um se identifica. Só “Adam and Dog” lhe poderá estragar a festa.

Classificação: 5/5

O que acharam destes cinco filmes, e qual a vossa previsão para o vencedor do Óscar nesta categoria?

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