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Sugestões para o Halloween 2016.

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“Os Vampiros”, de Filipe Melo e Juan Cavia – Crítica.

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Sugestões para o Halloween 2016.

em: 2016/10/31 | por: | em: Cinema, Crítica, Destaque | Sem comentários em Sugestões para o Halloween 2016. | lido: 885 vezes

Mais uma vez, venho-vos sugerir alguns filmes para esta altura do ano em que procuramos emoções fortes: o Halloween. São todos filmes deste ano, à excepção de um, mas todos eles merecem pelo menos uma visualização. Para aqueles que têm conta no Netflix, sugiro ainda mais alguns títulos. E, por falar em Netflix, deixo aqui umas observações para o Netflix Portugal: um dos pontos fracos aquando do arranque da plataforma em Portugal era a secção de terror. Tinha poucos títulos e quase todos marginais e pouco recentes. Até agora, esse panorama mudou muito, e conta já com muitos e variados títulos, dos clássicos a filmes muito recentes e originais. Mas reparo que, no que diz respeito a sagas, existem inexplicavelmente alguns títulos que são adicionados de forma aleatória. Na saga “Friday the 13th” estão disponíveis os volumes IV a VIII, na Saga “Chucky“, apenas o volume 2 e na saga “Hellraiser” os volumes V e VI. Isto não faz sentido nenhum, ponham as sagas do inicio, porque a malta começa a ver no 1º. O mesmo vale para, por exemplo, “Doctor Who“, que eu quero ver a partir da primeira temporada, e não a partir da quinta. Vejam lá isso. E agora vamos às sugestões…

“Hush”

Hush” é a primeira de duas sugestões de 2016 realizadas por Mike Flanagan, o mesmo de “Oculus” e “Ouija 2“, e é um original Netflix. O que eu mais gosto no Flanagan é ele assumir os clichés do terror, inserindo-os nos temas dos seus filmes, mas realçando tudo o resto, de forma a que os possa desconstruir e passá-los por algo novo. Nos seus filmes há uma procura pela originalidade dentro dos cânones do género. Em “Hush”, apesar de se ambientar no género do slasher, com um assassino mascarado a lembrar Michael Myers, a diferença está na vítima, com uma mulher surda-muda a ter de se escapar do assassino impiedoso, numa casa isolada, apenas com o sentido da visão. Isto cria algumas sequências interessantes e bastante bem conseguidas, que, sem escapar aos clichés do género, lhe adiciona algo simples, mas que eficazmente disfarça a fragilidade: não acontece aqui nada que já não tenhamos visto em dezenas de outros filmes. A ajudar ao resultado final está a dupla protagonista, com John Gallagher Jr. a surpreender como assassino sádico e inteligente e Kate Siegel (esposa e parceira de escrita de Flanagan) a suportar o filme com extrema competência. “Hush” resulta em bom entretenimento, bem filmado e escrito, com uma atmosfera constante de suspense que prende o espectador até ao fim.

Classificação: 3,5/5

“The Babadook”

Ainda no Netflix, temos “The Babadook“, único filme desta lista que não é de 2016. Provavelmente, qualquer fã do género já viu este pequeno grande filme de 2014, que rapidamente se tornou um filme de culto. Realizado por Jennifer Kent, conta a estória de uma mãe que após a morte do marido tem de lidar com o medo que o filho tem por uma criatura imaginária, que depressa se torna real. Mais uma vez, o que aqui acontece é a desconstrução do género. “The Babadook”começa como o típico filme de casa assombrada, mas rapidamente dá um cunho original ao seu “monstro”, o que acaba por desprender o filme dos clichés e desarmar o espectador sempre que ele pensa que está no controle das suas emoções. “The Babadook” tem um ritmo lento e envolvente e uma dupla excelente de protagonistas, com Essie Davies como a mãe que vai lentamente perdendo o controle e Noah Wiseman como a criança mais assustadora que eu vi num filme em muito tempo. Se ainda não viram, não percam, é provavelmente o melhor filme desta lista.

Classificação: 4,5/5

“Before I Wake”

Saimos do Netflix e voltamos a Mike Flanagam e a um filme protagonizado por uma criança. “Before I Wake” é, sem dúvida um dos melhores filmes que vi este ano. Tem um cunho mais dramático do que os restantes, mas parte também de uma premissa bastante original dentro do género. Um casal que perde um filho tenta a adopção e escolhe um rapaz mais ou menos da mesma idade mas que tem uma particularidade: quando adormece, tudo o que ele sonha se manifesta fisicamente à sua volta, envolvendo as restantes pessoas nesse mesmo sonho. O casal começa então a fornecer-lhe memórias do seu filho para, através dos sonhos  de Cody, poder voltar a ter contacto com ele. As coisas mudam quando Cody volta a ter pesadelos. Mais uma vez, Flanagan é exímio a criar ambiente, e este é o seu filme com maior orçamento e ele faz bom uso dele, com os sonhos e pesadelos de Cody a misturar-se com a realidade e a criar sequências de belíssimo efeito e impacto visual. O trio de protagonistas também é excelente, com Thomas Jane e Kate Bosworth como o casal com feridas por sarar e o magnífico Jacob Tremblay como o atormentado Cody. “Before I Wake” acaba por ser um drama intenso e sobrenatural que prende o espectador, emocionando-o e aterrorizando-o alternadamente, criando uma belíssima e envolvente estória.

Classificação: 4/5

“Lights Out”

Voltamos ao tema da entidade sobrenatural que assombra  o lar de uma pacata família com “Lights Out“, de David F. Sandberg, baseado numa sua curta-metragem anterior. Quando o seu irmão mais novo, Martin, começa a ter as mesmas experiências que uma vez lhe testaram a sanidade, Rebecca tenta perceber a verdade por trás do terror, o que a vai colocar frente a frente com uma entidade que tem uma relação com a sua mãe, Sophia. “Ligths Out” é outro filme de género que tenta subverter as regras do universo onde se move, mas nem sempre é bem conseguido, acabando por perder alguma força na previsibilidade do terceiro acto. Mesmo assim, é um filme interessante com um bom ambiente de terror, que ganha força na característica que a sua criatura tem de não se poder revelar na luz. Os jogos de luz e sombra criados por esta premissa acabam por funcionar bem e criar sequências de muita tensão. Teresa Palmer e Gabriel Bateman formam o par de irmãos, mas é Maria Bello que acaba por surpreender como a desequilibrada mãe com um segredo antigo. “Lights Out” acaba por ser um filme imperfeito mas envolvente, capaz de provocar alguns sustos e que, por isso, merece uma visualização..

Classificação: 3/5

“Don’t Breath”

A próxima sugestão é “Don’t Breath” e era um dos filmes do género mais esperados do ano. É realizado por Fede Alvarez que vinha do remake de “Evil Dead” de Sam Raimi, que aqui também produz. Um trio de assaltantes invade a casa de um ex-militar doente e cego, na expectativa de lhe roubar uma elevada quantia, mas rapidamente descobre que ele não está tão indefeso quanto esperavam. Mais uma vez, voltamos ao tema da casa isolada como ambiente claustrofóbico, onde se joga o jogo mortal do gato e do rato. Aqui não há nada de sobrenatural, a ameaça é bem real e tem a cara do conhecido Stephen Lang, que aqui é mais ameaçador do que nunca. O filme funciona bem a criar ambiente e delinear uma estória, mas esta a certa altura torna-se demasiado tenebrosa e até inverosímil, confiando em demasia na capacidade do espectador em suspender a crença e deixar-se levar. O facto da personagem de Lang ser cego, é um factor interessante mas que não chega a ser suficiente para subverter os clichés e surpreender. “Don’t Breath” acaba por ser um filme competente na sua função de criar sustos, mas falha na tentativa de ser algo mais consequente.

Classificação: 3/5

“Patient Seven”

Ninguém me perdoaria se eu fizesse uma lista de filmes de terror e não incluísse uma antologia. Esta é a mais recente do género e chama-se “Patient Seven“. É composta por sete segmentos de realizadores diferentes, unidos por uma estória base que resulta num último segmento. O Dr. Marcus, interpretado pelo veterano Michael Ironside, vai a um hospício entrevistar 6 perigosos pacientes como pesquisa para o seu novo livro. À medida que cada um lhe vai contando a sua estória, ele apercebe-se que há um sétimo paciente que os liga a todos. Sendo um filme composto por diferentes filmes de diferentes realizadores, é natural que existam também diferenças no tom e na qualidade dos filmes, e isso acaba por ser determinante no previsível resultado final. Mas se alguns segmentos até resultam bem e são interessantes, o maior problema deste filme está no seu fio condutor, que é tão dispensável quanto previsível. Interessante ainda é a presença de algumas caras (e silhuetas) reconhecíveis, como Amy Smart ou Doug Jones.

Classificação: 2,5/5

Estas são as minhas sugestões para este Halloween. Ainda esta segunda-feira, lançarei aqui o primeiro passatempo do laxanteCULTURAL, com um simpático prémio alusivo à data. Estejam atentos.

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